quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A reclusão voluntária da Primeira-Dama mais popular do Oriente Médio.


Conhecida por seus trabalhos de caridade, a primeira-dama síria, Asma al-Assad, (foto) tentou passar despercebida durante o levante contra o regime de seu marido, Bashar al-Assad. Vez ou outra apareciam rumores de que Asma tinha deixado o país com seus filhos, mas inúmeras vezes foi possível ver a bela esposa de Assad em manifestações de apoio ao marido. Após dez meses, Asma resolveu quebrar o silêncio e concedeu uma entrevista por email ao jornal britânico "The Times", na qual defende o regime sírio e as forças de segurança e pede por um diálogo.

A entrevista foi criticada por ativistas e opositores a Assad, que chamaram a primeira-dama de hipócrita. Por email, enviado por seu escritório, Asma contou que mantém a sua agenda oficial e que segue focada em suas obras de caridade. Segundo as autoridades, Asma costuma se encontrar com famílias de vítimas da violência para consolá-las.
 
Uma fonte próxima à família Assad disse a "Times" que tanto Asma quanto Bashar costumavam visitar vítimas e parentes de mortos no início do levante, mas há tempos abandonaram essa atividade.

"O presidente é o presidente da Síria, não de uma facção de sírios, e a primeira-dama o apoio neste papel", lia-se logo no início do email.
 
Asma, de 36 anos, nasceu e foi criada no Reino Unido. Até o levante eclodir na Síria, em março passado, ela era a primeira-dama mais conhecida do Oriente Médio, capa frequente de revistas da região, mas nos últimos meses se tornou uma figura reclusa. Apesar de ter sido criada em Londres, filha de um conhecido cardilogista da Inglaterra, Asma vem de uma família sunita de Homs.

Antes de publicar a reportagem, o "Times" teve que enviar o texto para os assessores de Asma para que eles pudessem aprovar a edição.

Fonte: New York Times/Yahoo
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